Em meio a dificuldades econômicas e sociais, cristãos cópticos (cristãos egípcios) encontram esperança na ressureição. A Páscoa é o feriado mais importante para os fiéis no Egito, onde as festividades trazem alegria e encorajamento para as igrejas e lares.  

Tendo uma longa história e presença na região, cristãos egípcios – conhecidos como cópticos – expressam sua história em muitas tradições e costumes.

Durante a Quaresma e a Páscoa, igrejas de todas denominações organizam conferências espirituais, atividades de caridade, e orações.

JORNADA DA QUARESMA EM PREPARAÇÃO PARA PÁSCOA

Os cristãos egípcios jejuam por 55 dias antes da Semana Santa. Eles estão divididos em 40 dias de jejum como Jesus fez antes do seu culto, uma semana de preparação antes do jejum, e finalmente os sete dias de jejum da Semana Santa.

Durante esse jejum a igreja encoraja a congregação a evitar comer carne, peixe e laticínios. De acordo com a tradição, o objetivo desse jejum vegano é retornar para o estado original puro do homem antes da queda em Gênesis.

Ao longo da Quaresma, as igrejas no Egito transbordam de seguidores de Cristo. Eles realizam vários cultos pela manhã e estudo bíblicos à noite. Toda orações são feitas tanto em árabe quanto em copta.

ALEGRIA E ESPERANÇA NA RESSUREIÇÃO DE CRISTO

A Semana Santa é o destaque da Páscoa. Orações são realizadas diariamente em igrejas e os cristãos acorrem às suas igrejas durante esta semana. Muitos deles jejuam sem comida ou água durante todo o dia até às 15h00.

No Domingo de Ramos, as igrejas são decoradas com tecidos brancos e folhas de palmeiras para receber a Jesus Cristo, representando sua célebre entrada em Jerusalém.

Vendedores de folhas de palmeiras se juntam perto da igreja tecendo folhas em forma de coroas, jumentos ou anéis. Crianças vão para igreja segurando folhas de palmeiras e vestidas de branco.

Na Quinta-feira Santa, muitas igrejas celebram realizando cerimônias onde o padre lava os pés de alguns membros selecionados da igreja.

Na Sexta-feira Santa, as igrejas penduram tecidos pretos como sinal de luto pela morte de Jesus Cristo e fazem orações por todo o dia. A maioria dos fiéis jejuam sem comida ou água até o pôr do sol.

Uma vigília especial é realizada durante toda a noite até o amanhecer na Sexta-feira Santa e termina com uma missa no Sábado de manhã. Durante a vigília, pastores e fiéis lêem o livro de apocalipse. A vigília representa a igreja que espera a segunda vinda de Jesus.

LUZ E ESPERANÇA PREENCHEM IGREJAS DO EGITO   

A maioria das famílias cristãs estão ocupadas durante a véspera de Páscoa limpando suas casas, comprando novas roupas, preparando os pratos para as festas, e seguindo a transmissão ao vivo de Jerusalém mostrando o milagre do Fogo Sagrado.

Algumas igrejas coptas recriam a ressurreição de Jesus usando luzes e sons. Alguns membros da congregação seguem o padre fora das portas da igreja segurando velas. As portas são fechadas, e o padre lê o Salmo 24. Então as portas se abrem em meio a aplausos alegres e a congregação segue o padre até a igreja.

Enquanto a Pácoa se aproxima, cristãos aproveitam celebrando, se sentindo esperançosos e alegres por causa da ressureição de Cristo. Eles expressam sua alegria convidando família e amigos para o almoço de Pácoa, se juntando na igreja, ou indo em passeios pelo Rio Nilo.

Na véspera de Páscoa e no dia de Páscoa, as casas dos cristãos são preenchidas com pessoas se juntando em volta de uma grande mesa com refeições sumptuosas de carne, aves, vegetais recheados e o mais favorecido de todos Molokheya (sopa verde).

As crianças recebem presentes, coelhos de chocolate, sorvete e doces.

A Segunda-feira de Páscoa é feriado nacional no Egito, onde todos egípcios comemoram uma tradição faraônica chamada Sham-el-Nessim. Essa tradição relembra o Faraó que comemorou o começo da Primavera nesse mesmo dia.

As famílias e amigos vão para os parques para aproveitar a natureza e comer ovos coloridos, peixes, e cebolinhas.

A HISTÓRIA DOS CRISTÃOS COPTAS NO EGITO

A maioria da população cristã no Oriente Médio é encontrada no Egito, como aproximadamente 15-18%.

O Cristianismo no Egito remonta o primeiro século quando o Apóstolo São Marcos foi para o Egito espalhar as boas novas da ressureição de Jesus.

Desde então isso continua a crescer, liderando o mundo no monasticismo através de Santo Antônio, o primeiro monge cristão, e ainda sacrificando mártires modernos para a fé cristã.